No filme O Pequeno Buda, de Bernardo Bertolucci, é demonstrado, de maneira bastante poética, um princípio do Budismo, que é o princípio da impermanência.
Os monges budistas passam muito tempo construindo delicadas e complexas mandalas de areia colorida no chão, para depois, num gesto firme e decidido, destruí-las com a mão.
Eles o fazem propositalmente, para lembrar que na vida nada é permanente e que não podemos depender de coisas ou estados emocionais para sermos felizes. Somos seres muito especiais, com uma incrivel capacidade de amar, de perdoar, de crescer, de nos desenvolver.
Na verdade, a única coisa que realmente temos é o momento presente, com seus inúmeros convites ao crescimento pessoal, e múltiplas opções de ação, ou não-ação. É claro que as coisas que fazem parte da nossa vida são importantes e queridas, mas uma dose de desapego nos traz um enorme benefício.
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